Empreendedorismo feminino é um assunto que ganha cada vez mais atenção. Além de promover forte debate sobre a posição da mulher no campo empresarial, gera transformações na sociedade e na economia de todo o país. Para inspirar aquelas que sonham em abrir uma empresa e ajudá-las a desenvolver suas ideias, vamos contar a trajetória da Garotafit.

Por trás da marca, uma das mais importantes do segmento de activewear no Brasil, está a paulistana Juliana Fernandes, que investe sua força criativa e empreendedora na empresa. Com 9 anos de mercado, a empreendedora conta sobre os erros, acertos e os desafios que transformaram a Garotafit em um case de sucesso. Afinal, a marca conquistou fashionistas e amantes da moda fitness com sua seleção supercool de roupas e acessórios.

O que é empreendedorismo feminino



Empreender é transformar, gerar movimento. Quem abre uma empresa cria produtos, estabelece novos relacionamentos com fornecedores e colaboradores, gera emprego e renda e se esforça para atender à demanda de clientes cada vez mais atentos e exigentes. Nesse cenário de constante desenvolvimento, a liderança feminina tem ganhado cada vez mais força no mercado.

As mulheres têm aumentado sua representatividade e inovado nas formas de trabalho. Com elas, surgem também novos desafios e oportunidades para serem exploradas nos negócios. E foi neste cenário que nasceu a Garotafit.

Visão empreendedora


Juliana Fernandes, fundadora da Garotafit


A empresária lembra do início da carreira, que começou por acaso: “Buscava roupas pra mim e não achava, então comecei trazer do Rio de Janeiro. Depois de um tempo revendendo comecei a fabricar alguns itens que a fábrica não me atendia em quantidade e tinha muita procura, como as polainas”, relembra.

Enquanto o fornecedor só fabricava as cores básicas, Juliana apostou na inovação e desenvolveu uma coleção de polainas com 20 cores diferentes, o que se tornou o grande trunfo da marca.

O negócio não parou de crescer, e os fornecedores já não atendiam a demanda da empresa; era hora de investir na fabricação própria. Da venda pelas redes sociais ao atacado não demorou muito. A marca também aposta no varejo, com e-commerce e loja física na Capital paulista, e seu preço consegue ser bastante competitivo. 



No mundo dos negócios, é corrente um dito segundo o qual, em chinês, as palavras crise e oportunidade são escritas com o mesmo ideograma. No caso de Juliana, antes mesmo do sucesso ela já entendia que o importante é oferecer uma experiência ao consumidor para despertar nele o desejo pelos produtos.

Tudo é pensado no QG da grife, na Zona Norte de São Paulo. Ali, uma equipe se dedica a desenvolver novos designes que proporcionem funcionalidade - o que é essencial para o segmento fitness. “A Garotafit não é escrava das tendências. É muito verdadeira e nunca se perdeu no seu posicionamento porque priorizamos o conforto e a qualidade das peças”, avalia.

Empreendedorismo feminino e seus desafios



Empreender é desafiador – e, em especial no começo, envolve acumular diferentes funções e estar disponível o tempo todo. Quando se trata das mulheres, a tendência é que e a jornada seja (no mínimo) dupla. Afinal, muitas ainda acumulam funções dos seus lares e não recebem o mesmo estímulo que os homens para ter seu próprio negócio.

Para Juliana, equilibrar os compromissos familiares com os do negócio ainda é um desafio. Mas para superar os obstáculos, ela tem seguido uma lição: ter inteligência quando o mercado está bom, e paciência quando o cenário estiver ruim. “Em ambos os casos é possível prosperar, mas de formas diferentes. No meu caso, ter uma equipe bem treinada foi a chave do sucesso.”, finaliza.